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suor

amanheceu fresco e o vento salpicou-me a cara de cabelos (agora) pretos.
agora presos em dois pequenos totós e enfeitados de ganchos. menina.
o sol entra agora a jorros pela janela e a camisola não faz sentido. o ar aqui abafa-me o peito.
no escritório vazio, há tempo para fumar o cigarro agarrando o nada como companhia.



levo a mão ao pescoço. acompanho com os dedos as gotas de suor. não as apanho ainda. deixo-as passear, vaguear até aos ombros.
então aí, encontro com a ponta dos dedos o calor da pele e o prazer de olhar o sol lá fora.
ensaio os passos de dança descalços que por vezes não me deixam trabalhar.
logo à noite vou ao ballet e quero encontrar-me ali.
por agora, agarro nas cartas e vou ao correio. deixar o vento soprar-me arrepios na pele molhada.

Comentários

Realmente, bela foto!
Se não tivesse o Master Yoda aqui atrás de mim poderia, eu própria, perder-me em similares pensamentos poéticos...
Beijinhos!
bg disse…
amanheceu fresco e o vento salpicou-me a cara de cabelos

e vc as vezes de chuva
e agora
salpicada pelo vento
as coisas do tempo
sao pra vc
beijos
polegar disse…
:)))
a nokia faz milagres eheheh
olha, cass, vou-te oferecer um estojinho de lápis de cera... que sabe o master yoda não investe ;P
bg: era bom, sim. mas o tempo é ele próprio, e nós é que temos de o sentir à nossa maneira.

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