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assim seja

agora paraste de respirar. agora evadiste-te das paredes já desgastadas do teu peito. arrastou-se o tempo e agora parou. ela, que nunca te abandonou nem quando a mataste de cansaço, estará lá à tua espera. e, para onde vais, andar não custa. respirar não custa.
as dores, as marcas, as horas, ficam.
agora não importa. que descanses em paz, avô.

Comentários

elisa disse…
Um beijo para ti e muita paz.
Simão disse…
Um abraço cheio de força dos teus amigos de Paris!
Daniel Aladiah disse…
Os meus sentimentos, Polegar.
Um beijo
Daniel
miak disse…
...

beijo de mim, amiga linda.
pinky disse…
um beijo quentinho e apertado para ti.
angel_of _dust disse…
"aqueles que têm o nome e nos telefonam
um dia emagracem - partem
deixam-nos abandonados ao abandono
no interior duma dor inútil muda
e voraz

arquivamos o amor no abismo do tempo
e para lá da pele negra do desgosto
pressentimos vivo
o passageiro ardente das areias - o viajante
que irradia um cheiro a violetas nocturnas

acendemos então uma labareda nos dedos
acordamos trémulos confusos - a mão queimada
junto ao coração

e mais nada se move na centrifugação
dos segundos - tudo nos falta
nem a vida nem o que dela resta nos consola
a ausênia fulgura na aurora das manhãs
e com o rosto ainda sujo de sono ouvimos
o rumor do corpo a encher-se de mágua

assim guardamos as nuvens breves os gestos
os invernos o repouso a sonolência
o vento
arrastando para longe as imagens difusas
daqueles que amámos e não voltaram
a telefonar" (Al Berto)

não é preciso dizer mais nada...
casual disse…
Beijinhos e força, Polegar.
Anónimo disse…
Abracinho
Anónimo disse…
Um Abraço Enorme, muito apertadinho e montes de beijos minha Linda!

B.

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