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sim

tenho dias.
e aí questiono-me.
se será sensato tanto instinto.
tão pouco estudo das coisas, tão pouca dissertação. tão pouco pretenso pretensiosismo.
se de tanto apreciar o que é simples não me tornarei simplória.
nunca fui disso dos estudos. não fui de debitar nem dissertar. tinha de perceber. simplesmente perceber. o sentido, único ou não, mas o meu, o que lhes dava, o que me davam. era disso que eu gostava.
saía-me assim. saía-me sempre.
e depois, claro, cansou-me.
e foi assim. foi por isso que voltei ao que gostava. dos bonecos e não dos rótulos.

para falar, saboreio. é que bastam-me as palavras.

em vez de pensar, cheiro.
em vez de medir, abraço.
em vez de olhar, mergulho.

não hei-de eu ser chanfrada...

Comentários

intruso disse…
há dias e dias...
sins e nãos e nins...
...e dias, ainda.


(e chanfrados somos todos...)


p.s.
em vez de dormir/trabalhar,
fiquei a ler
:)
Anónimo disse…
Olhe que não.

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