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o novo caminho

há o meu jardim da árvore gigante, debaixo da qual leio a peça.
há uma boutique pequenina com os meus sapatos.
há uma loja com lápis de cera daqueles que comíamos em miúdos.
há um prédio que é só uma fachada.
há um cão preto e branco que dorme toda a tarde dentro do talho.
há um homem vestido de fraque, com laço preto, no meio da rua a meio da tarde no meio de turistas de calções e bonés e túnicas floridas.
há um  tipo que grita com o mundo enquanto mija na calçada.
há um cheiro a fruta quente, apesar disso.
há uma velha de peruca da cor da bengala de madeira avermelhada.
há um sol de frente que se apaga quando viro a esquina.
há a Mitó nos ouvidos a emprestar-me sentidos.
há uma corrente de ar sempre presente. agora é quente.

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*que se transformou num romântico dueto de classe - ou dinâmica de um relacionamento condenado à partida a um abanamento de cabeça enquanto se rumina entredentes o[s] ditado[s] "só se estraga uma casa" e|ou "um diz mata, o outro diz esfola" eu só disse mata : há qualquer coisa de big brother nas engenhocas públicas demasiado modernas. eu já brincava com os parques de estacionamento em que uma voz diz "bem vindo ao parque não sei do quê, insira o seu cartão. obrigado e boa viagem". dizia "a senhora deve sofrer muito, ali enfiada todo o dia". ou "diz-se obrigadA, ó estúpida". mas pronto, passava. agora mais tétrico é nas casas de banho... não sei. aquela coisa de uma pessoa fazer o xixizito [meio de pé para não contactar com nada daqueles cubículos] e ainda está a subir a calça já o autoclismo, por sua auto-recreação, faz a descarga, no "exacto momento preciso". não sei. fico sempre a pensar se o sensor não será uma aldrabice. s...