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paragem

já vai sendo costume: de cada vez que tenho uma peça em cena, há um problema grave de saúde pelas bandas familiares. normalmente, tenho de andar entre teatro e hospitais e a correr para casa para o meu avô não ficar sozinho.
deta vez é a minha mãe. uma operação simples, segundo dizem, com um pós-operatório complicado. ela pediu para lhe darem anestesia geral porque tinha medo de se mexer quando lhe espetassem a agulha na coluna para a epidural... são escolhas.
por esta hora, amanhã, fará uma pausa no tempo. estará a dormir, num sono escuro e muito profundo. do qual quero que acorde bem. claro que já me fez a conversa do "se alguma coisa correr mal..." mas eu nem quis ouvir. agora não. mais não. vamos tentar afastar os espíritos feios e chamar a minha avózinha para lhe velar o sono e meter uma cunha com o "senhor lá de cima" para que ela fique bem...
claro que tenho medo. muito medo. mas isso não se pode passar a quem precisa de apoio, não é...? prefiro passar por durona. por tupperware, como lhe chamo...
o facto de estar a tremer enquanto escrevo este post é só para mim.

Comentários

Knuque Mo disse…
compreendo-te perfeitamente, há coisa de dois anos, vai para três, anadei com aminha mãe alternando entre o teatro e o ipo. força, a arte salva a dor

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