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feira popular


o grito, E. Munch

altos e baixos, catadupa de viveres sem ordem, descidas violentas de vento cortante, tontura de espelhos e luzes repetidas, choque abrupto, faíscas e guinchos. cabeça para baixo, comboio escuro. cheiros fortes, barulho, muito barulho. música alta, apitos. bolas. doces. pinga água fétida no asfalto gasto de passos fantasias e gargalhadas soltas como balões de hélio, mais leves que o ar.
meter a moeda e o bonequinho ri, brinca, preenche o ar cinzento com o verniz vermelho, as cores vivas de desenhos redondos estalados.
desengonçada, sem eixos. boneca quebrada de sorriso radiante. traços de absurdo em pragmatismo clínico. madeira e metal.
aponta que acertas, leva prémio.
quero algodão doce. do branco.
instável. desequilibrada. desabo. doem os músculos. carrega no botão. ombro esquerdo. choro.
há que fechar para balanço.

Comentários

Anónimo disse…
Ai...
Então, menina? O que aí vai...?
polegar disse…
olha... confusões... que se há-de fazer...? deixá-las sair para ver se o peito fica mais leve. às vezes faz falta.
Anónimo disse…
Como tu própria dizes, há que fechar. Os problemas, enquanto abertos, não dão descanso à mente. Espero que saiam depressa.

Ainda consegues comer algodão doce? Desde miúdo que não consigo comer essas coisas :)

E já agora, "voltar à vaca fria"? Esta é nova, não é?
O Estranho disse…
Hã...? Ok, pronto, é assim...
Realmente, o vaca fria é... estranho.

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