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raíz


[ms]
deitada, bebi água da chuva, a única verdadeira testemunha, que no seu ciclo eterno tudo percebe, em tudo entranha.
chorada, cai na terra onde semeia vida, para depois voltar mais leve que o ar ao céu, e correr com o vento por uma qualquer nuvem até uma fonte de pedra onde fica retida apenas o tempo que o sol demora a beijá-la e chamá-la de novo até si.
ali estão as raízes de inês.

Comentários

O Estranho disse…
Dois belos textos de seguida, parece que as mini-férias trouxeram ainda mais inspiração... Queremos mais! ;)
Anónimo disse…
não foram só as mini-férias. o calor humano que por aqui anda impulsiona-me muito. obrigada a vocês.

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