quinta-feira, 23 de julho de 2009

a formiga avariada

sonho em australiano dobrado em português, com camisas havaianas e tudo. à medida que falam comigo no sonho, além de responder e viver o drama, dei por mim a corrigir batimentos.

é o meu verão possível: ficar a ver praias e ondas e biquinis e bronzeados pelo ecrã, num estúdio escuro. pôr as palavras nas bocas dos veraneantes e mandá-los para quem está de férias poder comparar notas. o mar a sério, esse, vejo-o ao longe entre o glamoroso skyline dos prédios do Dafundo, quando venho à rua fumar um cigarro.

qual formiga avariada, estou a trabalhar para lá do humanamente aconselhável no verão.
e tive de recusar trabalho - comida - que me iria sustentar no inverno.

amigos? nem vê-los. posso sempre aconselhar uma excursão ali para os lados do Dafundo, essa bela localidade.
o que me vale? o namorido ter horários tão avariados como os meus, e os técnicos serem, de facto, os meus melhores amigos, e os actores serem tão extraordinários a gravar como são como pessoas.

sábado, 11 de julho de 2009

fogo de artifício

hoje é o dia das festas.
não estás cá para fotografar as luzes.
por isso, nem me arrasto até à janela para ver.