segunda-feira, 30 de junho de 2008

super-pateta



noites de vinho tinto, séries, filmes.
a brisa, a lua refrescante, as cortinas coloridas.
nós os dois.
e chorrilhos de disparates.
dizer o que dá na gana.
sem travões. sem censuras.
rir de tudo.
rir com gosto.
rir com garra.
rir todos os dias.

só me ocorre uma coisa...
és o meu super-amendoim.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

entrementes

acordada desde as 7 da manhã, desesperada por penumbra e colo, vou a casa entre peça e gravações.
- que é que queres comer?
- ... não sei...
- que enjoo, queres sempre comer a mesma coisa, safa!

terça-feira, 24 de junho de 2008

só bronze e sonho

entre nervos e risinhos frescos de coisas pequeninas a quem contámos histórias de gente grande.
o medo de as histórias serem pesadas, de não estarmos a ser ciganos como deve ser, evaporou-se nos olhos atentos, nos comentários murmurados e nas risadas francas sempre que a ocasião o propunha.
com estes pequenos seres não há meias medidas. trespassam-nos com a franqueza, topam-nos um passo em falso. por isso foi de peito aberto e olhos nos olhos.
depois o momento decisivo, engolir em seco e atravessar a parede que nos protegia.

"mostra a mão, senhora" [pequenina, perdida na cadeira maior que o mundo dela, de trancinhas com missangas].
um segundo de hesitação e... uma mãozinha esticada, pequenina, curiosa, a ver-me percorrer as linhas ainda por desenhar e outras que não estão lá. olhos pasmados "um rapaz te quer muito, e outros te falam de amores". cora e ri. depois mostrou-me o dói-dói na perna. fiz-lhe uma mezinha de beijocas e passei ao próximo cliente. levanto os olhos.
três ciganos de lantejoulas, pele dourada e t-shirt do Quaresma de mãos estendidas e sorrisos rasgados a querer saber a sina.

sim, estamos a fazer qualquer coisa certa.

e no fim, já depois das palminhas, pegar nos adereços e subir aos camarins, ainda ouvimos, alto e bom som: "que bonito"

pronto, ganhámos o dia...

raspões

corre corre, polegar.
dos estúdios afogada em papéis e vozes.
para o ensaio geral.
povo das estrelas, canções, sinas e verde que te quero verde.
ainda não vi bem o sol.
pinto-o na cara para parecer cigana.
contagem decrescente: uma semana para respirar.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

repto ao norte

pessoal da zona do Porto, aqui vai um pedido muito especial:



se alguém passar nas imediações do Teatro Nacional São João nestes dias, vejam se por acaso lá continua o telão do FITEI e fotografem-no.
é que os senhores acharam tão pouca graça a esta foto de cena do meu namorido, que virou quase uma "imagem de marca" do evento este ano.
os membros do elenco e equipa artística do espectáculo fotografado, que lá estiveram em digressão, vieram todos contentes contar que estava um telão enorme com esta imagem, cito, "a cobrir o teatro inteiro"... mas não se lembraram de tirar uma fotografiazinha para atenciosamente alimentar o ego agastado do fotógrafo que tão bem alimentou o ego dos intervenientes com cliques do mais alto coturno.

assim, peço ao pessoal do Norte que possa fazer o obséquio de, se tiver possibilidade, me enviar uma foto do teatro com o dito telão na fachada. eu retribuirei com fotos do que precisarem de Lisboa, e, se cá passarem, contem com uma bic... um cimbalino e dois dedos de conversa*. o meu e-mail é solpolegar@gmail.com
obrigada, carago

*se preferirem, podemos fazer o planeamento de uma remodelação de casa de banho de orçamento reduzido...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

de uma assentada

vou ali rever, dirigir, dobrar e ensaiar.
volto já.

ps: doem-me as costas, caramba.