terça-feira, 30 de junho de 2009

crisis management

taquicardia de cada vez que toca o telefone, respirar é tarefa árdua no fio da navalha.
erradamente, pensei que já estava dispensada de aturar depressões e bipolaridades, pensei que já tinha tido a minha dose, mas afinal ainda terá de haver espaço na paciência para o malabarismo desses tristes fados entre ftps, relatórios de erros, revisões, marcações, remarcações e gravações.
a vida não tem tido banda sonora, de auscultadores nos ouvidos, olhos divididos entre imagem e letras, frases à letra e jargão especializado.
a contrapartida é das 5 à meia-noite, com a melhor equipa que podia pedir, aprender - sempre - vendo fazer, indicando e corrigindo, agudos graves e entoações, rindo sem dúvida às dúvidas e enganos, fechados numa cápsula alheia às confusões.
o bom trabalho faz-se com boas pessoas e pessoas boas.
não há praia, não há sol, há café na esquina se houver tempo, mãos dadas na cama e correr para o próximo ponto.
dentro em pouco o resultado estará à vista, escrutínio de público-alvo e engravatados que acham que sabem do que o público-alvo precisa. [contra mim falo, mas ainda sou a favor das legendas, de aprender a ler e a saber línguas estrangeiras. assim o trabalho será sempre sofrível no meu ver demasiado treinado para o erro].
descubro em mim de vez em quando uma gestora, de crises, de palavras, de jogos de anca e paciências, de exigências descabidas e de gente improvável.
o ridículo nisto tudo é o saber inabalável de que para tudo doer menos, era apenas preciso deixar-nos usar o bom senso.

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