terça-feira, 3 de novembro de 2009

elo

o regresso a casa faz-se de passos inseguros de quem não toma as coisas por garantidas.
são séculos debaixo dos pés. são vidas na roupa. são palavras que se atropelam à saída.
há um sorriso familiar da parte da tarde, há gargalhadas a que já tínhamos esquecido o gosto.
o corpo frio, falta de treino, estende-se para voltar ao elástico destes dias de pedras amareladas.
tem-se como prenda um encenador que fica e ri.
as articulações doem, estremecem. e a vaga lembrança sorri, cansada: amanhã há mais...

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