sexta-feira, 30 de julho de 2010

terra molhada

não há cheiro que me dispa como o da terra molhada numa noite quente. despe-me e dança, devasso e lasso, brinca-me na pele em arabescos do sal que lá se esconde. fora saliva, mas fresca, lamber-me-ia sem vergonha.
e o suor abranda-se. são estes pequenos momentos de paz, enrolada na brisa. são estes silêncios e músicas e.ternas. é a meia luz quente cá dentro e a lua azul pela janela.
é assim que fecho as mãos antes que a sensação se apague.
e perdura, agora.

1 impressões digitais:

bg disse...

pois tenha um vaso de plantas em casa
e deixes por rega lo
apenas no inicio da noite
veras q este cheiro te vais invadir
e te levar pra tantas terras
pra tantos sentidos
beijinho