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os dedos de uma mão

feitas as contas, o que são. quantos são, afinal. os rostos, os suspiros, os sorrisos a que recorres quando olhos se encolhem de medo. aqueles que constam do álbum das tuas fotografias, do arquivo que não morreu. os que sabem o caminho. os que o fazem.
conta-os. ou não.

quando arrefece fazes as contas.
sim, sempre. é do frio.
mas conta, sempre agitas os dedos.

e os que vêm quando pedes. ou quando o peito aperta. sabem-te? alguma vez te souberam?
faz um exercício de não respiração. suspende, por um momento, o que vai e o que vem.

fica-te com o que está.
estás triste?
fica-o. és tu, faz as contas.
mas nunca foste grande coisa a matemática.

Comentários

fica-te com o que tens.
soma, subtrai, divide e no fim... verás que se multiplicam os afectos, os sorrisos, os abraços.

estarei(emos) sempre por perto.
pra te agarrar quando te sentires a cair, para ultrapassar o medo do escuro ao teu lado.

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