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there goes my hero. 1 ano

Pergunto-me o que acharias acerca desta demência toda, desta distopia rocambolesca mas ainda assim não suficientemente diferente do “normal”. Deste bailado em corda bamba da auto-idolatria com os gestos incrivelmente abandonados de ego. Desta atrapalhação profundamente honesta e refinada que se aprende fazendo e se desfaz em ilusões como uma teia fininha. Deste viver no presente forçado, fincados no agora até à dor no pescoço porque agora é que não sabemos mesmo o que vem depois de amanhã. 
Provavelmente discutimos acesamente sobre uma merda política qualquer que não controlamos, para a seguir nos estarmos a rir cúmplicemente de qualquer coisa pouco apropriada.
Cheira a grelhados, que o vizinho tem quintal, e aí a coisa custa mais.Esse peso bom da mão inteira na cabeça que me guardava a inquietude faz falta.Distopia é não estares aqui. O resto aguenta-se com um cravo ao peito. Contigo cravado no peito.

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