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vida de artista

quando preencho a minha declaração de IRS, toda eu sou suores frios e tremores. há um ritual: duas pessoas lado a lado com máquinas calculadoras, somar todos os valores duas vezes para ter a certeza ao cêntimo, cinzeiro a abarrotar de beatas, não saber onde encaixar os rendimentos desta coisa estranha que é ser artista, ler em voz alta a "ajuda" e ficar com a sensação de que afinal somos analfabetos.
depois fica aquele aperto na barriga, um misto de fraqueza e descarga de adrenalina e de "será que foi este ano que cometi a argolada mestra e me vêm bater à porta para me empalar e penhorar os meus dedinhos em praça pública...?"

queria ser rica, só para não ter problemas com isto dos impostos...

Comentários

Madame Pirulitos disse…
Deixa lá. Eu tive dois anos seguidos de apresentar as contas. Dizem eles que é uma espécie de aleatoriedade...

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writer's block

considerando o Polegadas, imaginem que faziam um post para aqui. sobre o que seria e porquê? se quiserem, enviem mesmo um texto. quem sabe não sai publicado... ;)

wc cheap&chic makeover

ora passámos disto para isto quem diz que uns pés-descalços do subúrbio não podem ter um Roy Lichtenstein na banheira? com direito a um armário exclusivo para viagens sensoriais ao passado, recheado de pequenas antiguidades da higiene e cosmética por nós coleccionadas através de incursões a drogarias de bairro. trabalho feito por uma equipa de dois, em 8 dias, por um terço do preço que custaria mandar fazer por "profissionais". há por aí alguém que precise dos nossos serviços de consultoria? fazemos orçamentos grátes e vamos a casa...

conjecturas de inspiração vagamente escatológica*

*que se transformou num romântico dueto de classe - ou dinâmica de um relacionamento condenado à partida a um abanamento de cabeça enquanto se rumina entredentes o[s] ditado[s] "só se estraga uma casa" e|ou "um diz mata, o outro diz esfola" eu só disse mata : há qualquer coisa de big brother nas engenhocas públicas demasiado modernas. eu já brincava com os parques de estacionamento em que uma voz diz "bem vindo ao parque não sei do quê, insira o seu cartão. obrigado e boa viagem". dizia "a senhora deve sofrer muito, ali enfiada todo o dia". ou "diz-se obrigadA, ó estúpida". mas pronto, passava. agora mais tétrico é nas casas de banho... não sei. aquela coisa de uma pessoa fazer o xixizito [meio de pé para não contactar com nada daqueles cubículos] e ainda está a subir a calça já o autoclismo, por sua auto-recreação, faz a descarga, no "exacto momento preciso". não sei. fico sempre a pensar se o sensor não será uma aldrabice. s...