quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

génios

quem foi o néscio que inventou a campanha dos Açores que consiste em deixar três vacas a apanhar frio e gases de tubos de escape [e um camadão de nervos*] em plena Praça de Espanha?!

[*os senhores dizem que preveniram situações de stress, e as vacas não são Açorianas. já se sabe que as de cá já estão a Xanax há duas décadas]

19 impressões digitais:

intruso disse...

pois! já lá passei duas vezes, uma delas à noite... e senti-me revoltado.

(escrever mail, não me ocorre mais nada...)



bj

Anónimo disse...

É sabido que as vacas saudáveis vivem sempre dentro de casas quentes e pelo menos a vários quilómetros de qualquer automóvel.

Manel disse...

Não, toda a gente sabe que vaca que é vaca vive no separador do ic19 e nunca viu uma vacaria, um abrigo, na vida. E nos Açores, por exemplo, até usam máscaras anti-gás, por causa da concentração elevadíssima de monóxido de carbono. Aliás, por essas e por outras é que passei a beber leite de soja.

Parabéns, Anónimo, pela espantosa verve do teu comentário. Uma vaca não faria melhor...

polegar disse...

Gervásio [nome carinhoso que criei para os meus anónimos]: as vacas saudáveis, é do conhecimento geral, vivem em grandes pastagens, sem grandes ruídos para além dos pássaros e de eventuais tractores. levam com chuva "lavada", com todas as estações do ano, mas com gosto.
há muita vaca pouco saudável por aí. a questão não é essa.

a questão é que a campanha é simplesmente parva. qual é a mensagem? "quer ver vacas, vá aos Açores"? se eu fosse açoriana ficava chateada, asseguro-lhe.

estarem confinadas a um micro-curral para exposição num dos piores eixos rodoviários da cidade por causa de uma ideia que nem sequer tem sentido é simplesmente ridículo.

usassem as vacas do cow parade ou coisa que o valha. passavam a mesma "mensagem" e ao menos os bichos não tinham de levar com aquilo. já há muita coisa errada no que toca ao tratamento dos animais. não é preciso que inventem mais formas de os fazer sofrer. bem ou mal vão-nos parar ao prato, ao menos que seja com o mínimo de decência [se é que esta expressão não o ofende quando usada no contexto animal].

aquele leitinho deve estar jeitoso, deve...

Miss Lou Monde disse...

Sempre volto aqui e com a mesma freqüencia saio com um grande sorriso no rosto!
^^

Miss Lou Monde disse...

ahuhauahuahuahau
Gervásioooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!
hauhauhauhauahuahuahuahau
Além de ler seus posts, me encanto com seus comentários sobre os comentários!

Astor disse...

Já puseram meio mundo (se não o mundo todo, tendo em conta que Lisboa é uma avenida pequenita) a falar sobre a campanha.

Vacas famosas essas. 15 minutos de fama? Coisa de bois.

polegar disse...

Astor, já me deste risa com isso dos 15 minutos de fama. primeiro porque o público-alvo são condutores [isolados, que na Tugalândia há crise mas também um carro por pessoa], de manhã adormecidos nas filas, ao fim do dia, enraivecidos com o mundo porque já aturaram o patrão e agora estão atrasados para o jogo ou têm de ir para o shopping com a Maria. também podem ser condutoras, que de manhã estão adormecidas e ao fim do dia enraivecidas porque aturaram o patrão, têm os putos à tareia no banco de trás e ainda têm de ir fazer o jantar, engomar e deitar os putos. todos têm em comum uma dívida de 30 anos para pagar o LCD, o Iphone, as quotas do Glorioso, a Sport TV, o veículo de 5 lugares com 1 ocupado e ailerons, e o apartamento na Brandoa.

determinado o público alvo, imagino-os a tirar os símios do apêndice nasal e a olhar para as vacas. e, entre sms e buzinadelas, concluem: "pensando bem, estou com muito mais vontade de ir aos Açores"

Manel disse...

... se calhar o público-alvo é que ficava bem, ali a pastar no meio da praça. Quer gervásios? Venha à praça de Espanha na hora de ponta!

Anónimo disse...

Há aqui muita malta que claramente sempre viveu na cidade e acha que o resto do país são prados verdejantes sem ponta de poluição. Visitem criações reais de vacas...
Gervásio

Manel disse...

Ui, esperem lá que o Gervásio afinal é defensor dos direitos dos animais, como é que não vimos logo isso com o primeiro comentário? É triste falta de perspicácia. Quem me dera ser tão perspicaz como o Gervásio, que sabe, e "claramente" diz ele, onde é que a malta vive e sempre viveu só por umas trocas de galhardetes numa caixa de comentários. És o maior, Gervásio, boa...

Anónimo disse...

Obrigado, obrigado!

Pasme-se que até no Gerês já apanhei vacas deitadas no meio da estrada. As infelizes devem já estar dependentes quimicamente do escape dos turistas.

A praça de Espanha tem muito mais poluição com certeza, mas se milhões de pessoas vivem na área de Lisboa e não passam o tempo doentes, não me parece que as vacas passarem uns dias ali se queixem muito. Aliás há mais sítios na área de Lisboa onde vivem animais ao ar livre.

Há mais de dez anos vivem dois homens num túnel na praça de espanha e não vejo indignação para os tirar de lá, coitados, ai a poluição e o frio.


Quanto aos animais o o frio e a chuva, a natureza criou um planeta cheio de vida mas sem, como é que se diz, casas.
Estas foram inventadas pelo homem para si próprio e depois criámos a mania de as usar também para os animais. Como se eles tivessem pedido. É algo tão estranho como um cãozinho de camisola de lã.

Finalmente quanto à campanha publicitária, acho-a de facto meio parva, embora o conceito de colocar conceitos de Açores no meio da cidade seja uma boa ideia em termos de marketing.

Atenciosamente
Gervásio

Manel disse...

Pois foi, sem, como é que se diz, casas, pois é. Mas isso é válido só para as vacas, sarcástico Gervásio, ou também é para os dois homens do túnel? Ou havia assim uns prefabricados de dEus para abrigar a humanidade ainda desprovida de arquitectos e trolhas? É que se calhar os gajos no túnel nem têm do que se queixar, afinal no início era o verbo, nem túneis havia. Vá, uma grutazita para dias mai'rijos... é deixá-los lá, nem hão-de sofrer muito mais do que as vacas.

Anónimo disse...

A questão é que o Homem de hoje já não é o homem de Neanderthal. Fomos criando necessidades, ganhando capacidades mentais e perdendo capacidades físicas.
Já não conseguimos comer carne crua (tirando o bife tártaro), nem andar nus. Precisamos de ir ao dentista, de tomar vacinas, o diabo a sete. A selecção natural com a evolução da inteligência assim o fez. Complicámos muito a nossa vida afinal, até de empregos e euribor precisamos...

Gervásio

Manel disse...

Enfim, chegámos ao ponto. Não é necessariamente das vacas que aqui se fala, mas da evolução humana, da evolução das mentalidades. Precisamente porque fazemos gala em não sermos neandertais, aliás, parece que nem os nossos avós eram...

intruso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
intruso disse...

Pelo que percebi os animais ficam/ficaram lá vários dias/noites... ao contrário do que acontece normalmente (e por caso já vivi no "campo", coisa que até nem interessa para o caso), ali estão sujeitas ao ruído persistente de uma das mais movimentadas e poluídas rotundas da cidade, à iluminação pública contínua durante a noite/madrugada, sem pasto adequado nem abrigo ...

(É sabido que as vacas saudáveis não vivem nestas condições, muito menos as dos Açores)

[mas enfim, como até vieram da Moita e tudo parece valer para o marketing, viva a genialidade!]

polegar disse...

oh, eu também já vivi no campo. ah pois é.
e continuo a achar a campanha estúpida.
minto: adoro o campinho relvado ali nos Restauradores. quando acabar a campanha deviam levar o carrinho de golfe e deixar a relva. falta relva no meio da cidade. sinceramente.

pronto, nem que fosse por uma questão de gosto, não gosto da concretização da campanha. mas de facto não lhe tinha ligado nenhuma se acima de tudo não conseguisse deixar de achar que não vale a pena sacrificar os bichos [por pouco tempo que seja] àquela maldita praça de espanha.



... agora permitam-me uma palavrinha, com toda a justiça: tenho de agradecer ao Gervásio. houve para aqui uma movida nos comentários como não via há muito. e apesar de discordarmos da sua opinião, ele não partiu para a ignorância [lembrar-se-ão os seguidores deste estaminé do Gervásio 1, que foi para aqui um linguajar de fina flor ehehehe].
bem-hajas, Gervásio 2, pelo fair play. e continua a aparecer por cá. [não é que este estaminé tenha muito interesse, mas pronto] ;)

intruso disse...

:)