Foram meses exaustivos, em horário pós laboral, pós real, realidade virtual.
Demos tudo o que tínhamos, pedimos emprestado o que não tínhamos, inventámos o que não nos emprestaram.
Até o tempo. Investido em noites sem sono, olheiras e incapacidade de raciocínio. Esgotamento emocional era nova realidade e não só uma expressão pseudo-avant-garde...
Discutimos muito... Oh, sim... De que maneira... Subimos paredes, já não nos podíamos ver à frente, mas voltámos lá todos os dias...
E fizemos uma peça de teatro.
Que eu queria há 3 anos... Esta história tinha de ser contada e eu queria fazer parte disto.
E hoje chegou ao fim.
Pisei aquelas tábuas, vivi aquelas vidas, trabalhei, suei, chorei, ri.
É esta, a dádiva.
É um trabalho de grupo.
É o chegar todos os dias cansada do trabalho e ir para ali, carregar sofás, lavar pratos, maquilhar, vestir, transformar, levantar o queixo, esquecer a vida e dar o passo em frente que nos expõe.
De repente acendem-se as luzes, ouve-se a ...