Avançar para o conteúdo principal

I'm not crazy, I'm just a little unwell...

sem tempo para nada. de repente, cai-me o carmo e a trindade em cima. não se pense que vou ganhar dinheiro com isso, não senhores... continuo a mesma pé-rapada, mas ocupada.
precisavam de produtora... arranjaram-me um papelucho no coro... interesseiros... e aqui a esfomeada lá aceitou. e cá estou, enterrada no teatro todo de pedra, fechada num escritório sem janelas, acompanhada pelos fantasminhas da casa. a tentar gerir um caos. a comer uma sandes por dia. depois desço as escadas e fico a ensaiar até às 2 da matina...

não me tirem é as tabuinhas, não é?
sou mesmo estúpida.
isto é pior que a droga...

ah, e a melhor... não fui seleccionada no tal casting que fiz... porque imitei o Ricardo Araújo Pereira bem demais!
a administração mudou de estratégia publicitária, e já não queriam imitações... então fui excluída!
positivo.

os ataques de ansiedade amainaram, talvez porque agora tenho algo com que me preocupar. não tenho tempo para ataques. depois, quando voltar a parar, caio para o lado um mês.

o problema é que não vejo a minha família...
mas se calhar não é problema... eheheh...

isto hoje tá pouco filosófico, com aspecto de diário de adolescente, mas é o que se arranja...

goodnight, dear voyd...

Comentários

Anónimo disse…
Estava a ver que tinhas fugido!

Estás bem? É o que interessa!

Beijocas, e não estejas tanto tempo longe.

B.
polegar disse…
lady pumpkin: thanx ;))))

B.: gosto de ti... e agora já tenho net mais vezes, eheheheh...
Anónimo disse…
Eu também gosto MUITO de Ti!
E vou ficar por aqui senão isto parece uma cena lésbico-lamechas e não há necessidade!

Beijocas, B.

Mensagens populares deste blogue

sabes quando te revisitas e já não te encontras? não sabes o que fazer de ti contigo. as perdas têm sido valentes, as estocadas mais fundas. pensei que por agora a pele estivesse mais grossa, mas não. pensei que estivesse de pés assentes, mas há força nas pernas. perdi o meu pai. perdi o meu chão. espero por uma fase boa. em que esteja tudo bem, organizado. nem que venha depois outra ventania, mas um pedaço de vida em que tudo esteja no seu lugar. só por um bocadinho. mas não. as peças estão espalhadas, quando começo a arrumar umas, caem ao chão as do outro canto da vida. um empilhar de pratos num tabuleiro demasiado cheio, que não se tem oportunidade de ir despejar à cozinha. até as metáforas me saem avariadas, já. tabuleiros de cozinha é o que me sobra. isto são metáforas, certo? é um padrão, o padrão caótico da minha vida, que tento desenhar em palavras que já não tenho. quero despejar-me aqui mas não sei bem como. os medos continuam, sabias? estão piores, diria, porque...

Um, Ninguém e Cem Mil ou carta a Virgílio Castelo

caro Virgílio: venho apenas, deste cantinho obscuro cá muito em baixo, ter o desplante de lhe dar um conselho: pegue no maravilhoso monólogo de Pirandello, na sua total entrega apaixonada a um personagem que tornou coeso, divertido, triste e fascinante do princípio ao fim, e fuja. fuja da encenação tristemente pretensiosa [a "arte" forçada, o medo do simples], do ciclorama de projecções mal amanhadas e que são apenas barulho de fundo, da música incongruente que abafa a sua voz e inutiliza qualquer presença de um violoncelo em palco - pancadinhas esporádicas não contam -, do desenho de luz notoriamente improvisado e que o põe a correr desnecessariamente entre pontos tão díspares, que lhe apaga qualquer expressão com sombras e lhe corta a dinâmica com luzes que não acendem a tempo. fuja de roupas e adereços que pouca ou nenhuma falta fazem na história que nos conta. e fuja da incompetência de um teatro impessoal abandonado há demasiado tempo pelas pessoas que faziam dele u...

q.b. de q.i.

como é sabido, neste centro de escritórios funciona também uma das maiores agências de castings do país. há enchentes, vagas de gente daquela que nos consegue fazer sentir mais baixos e mais gordos do que o nosso próprio e sádico espelho. outras enchentes há de criancinhas imberbes que nos atropelam no corredor de folha com número na mão. as mães a gritarem hall fora "não te mexas que enrugas a roupinha" ou "deixa-me dar-te um jeitinho no cabelo ptui ptui já está"... e saem e entram e sentam-se e entreolham-se naquele ar altivo as meninas muito compridas e muito fininhas, do alto ainda mais alto dos seus tacões e com a mini-saia pendurada no osso da anca, que o meu patrão já diz "deixem passar dois anos que elas começam a vir nuas aos castings... pouco falta... têm é de vir de saltos altos... isso é que já não descolam dos pés!" bom, nesses dias aceder à casa de banho é um inferno. é que elas enfiam-se lá dentro nos seus exercícios de concentração preferid...