terça-feira, 14 de agosto de 2007

granada sem cavilha

o telefonema chegou. e pôs-me entre a espada e a parede.

interrompo neste momento a emissão para um escarcéu vergonhoso de auto-comiseração

porque é que comigo tudo é assim? porque é que as coisas me saem das mãos e me chegam feitas ultimato, e me obrigam sempre, sempre, sempre, a fazer o que não quero? não se pode fazer isto às pessoas, eu não sou assim, eu não funciono assim. não quero maus ambientes, não quero que me olhem assim. outra vez não, não tenho forças. porque não têm razão. eu não quero que seja assim. mas nunca vão saber isso porque o que é, é o que aparece. pensa em ti, pensa em ti, lixa-te nos outros. não. pois. sim. terá de ser. não posso rebentar mais comigo. e agora tenho na mão a granada sem cavilha e só tenho de escolher para onde a atiro.

4 impressões digitais:

Nuno disse...

cuidado com a granada e faz o possível é para que não te arrebente na mão! Atira-a para aquele lugar que menos humanos atinga ( e se ao menos o Bush tivesse um bocadinho pensado nisso...outras estórias).

um bj e bom-bom verão!

(uma impressão digital de um amigo antigo...Nuno (modernloveblog)

intruso disse...

ui... entendo
[por vezes (parece que) não somos mesmo donos de nós e que as situações se precipitam para nos engolirem... mas... há sempre um buraco escuro ou um mar longe para onde atirar as granadas... i hope, i wish to hope...]

...e é isso, bom Verão!

(vou indo...)

M. disse...

atira-a para trás, para trás das costas, para trás de um sofá, para trás-os-montes, mas atira-a depressa, que na tua mão, dentro da tua mão, escondem-se minúsculos tesouros ainda por nascer, e esperam ansiosos um espaço aberto por onde rebentar.
beijos na ponta do polegar

polegar disse...

nuno: tenho saudades tuas, menino, onde andas? hum?
sim, o alvo está definido, incumbem-me apenas de largar a bomba. nada de especial, até pode ser que não faça muita mossa. acontece assim, neste mundo descartável. nós é que ficamos com as mãos a arder, e a sofrer por antecipação...

intruso: não é o caso, mas digamos que se a coisa rebentar os danos são justificados... a ver vamos mais desenvolvimentos ;)
vai lá, boas férias... afinal, que é que andas aqui a fazer, hum?? :P

m: sim, sim atiro-a para longe. ou para tão perto que lhe sinta o calor no rosto. enrolo-me e espero que passe. vamos ver onde acordo.
só não mando para trás-os-montes, que também é minha terra ;)