quarta-feira, 9 de março de 2005

caixa

numa caixa vazia depositam-se os resquícios de emoções, sensações, pudores e encaixes.
não se sente, por vezes, o fundo. não se sente, por vezes, o topo.
e no fascínio da levitação, perde-se a noção do vazio.
para depois se encontrar um silêncio demasiado pesado.
para se ludibriar com música.
para se ficar inerte em frente à janela, a ver o mundo passar, sem certeza alguma de se ali se pertence.
mas ao menos o sol aquece um pouco.

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