quinta-feira, 13 de março de 2008

círculo

os claustros, as personagens antigas, as pedras que me quebram os passos.
e parecia que não tinha saído dali. como se ao descer as escadas com os figurinos se estivessem a apagar os últimos 6 meses.
é tudo cíclico, dizia-me eu a mim. saltei, fugi, corri, bati o pé, desviei-me, mas a espiral encontrou-me outra vez.
mas encontrou-me diferente. encontrou de mim apenas o que eu quis dar, nas minhas condições. sem teclas, sem dias de passos arrastados, de cinzas macilentas.
e pela primeira vez nestes anos todos, estou a trabalhar unicamente naquilo que sou.
será que consigo manter-me à superfície? logo se vê. agora? aproveito para respirar. logo se vê para quanto dá o fôlego.
borboletas na barriga. hoje vi papoilas. jogo à macaca, salto à corda, que linda falua, um dois três macaquinho do chinês.
avó, vou brincar para a rua.

4 impressões digitais:

bg disse...

sim q havia
sua avo
como era lindo
o que dela
vc dizia
beijinho

MPR disse...

E que mais podias tu fazer? :)

LadyBug disse...

Claro que vais! Você é linda! Sol polegar... brilha

intruso disse...

"a trabalhar unicamente naquilo que sou."
:)

revi-me nisso
(passa-se o mesmo comigo)

[belissimo texto,
bela forma de dizer uma coisa tão (aparentemente) simples]