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amarelinhas revisited

hoje acordei em cima da hora a que devia estar a chegar à Praça da Figueira, para apanhar os turcos - percurso que me toma normalmente hora e meia à hora de ponta.
por obra e graça do destino, só chegámos meia hora atrasados à visita marcada.
saída de lá, a cheirar a bomba de gasolina, de cabelo empestado em vapores peganhentos, com a sensação de que se fumasse um cigarro os meus pulmões explodiam, e com um curso intensivo em vávulas de injecção de combustível (nhami), deixo os turcos muito contentes no autocarro e aproveito que aquilo fica para os lados de Belém. fui almoçar às amarelinhas...
soube bem voltar ali, comer um mini-prato de almôndegas gordas coberto até cima de batatas fritas às rodelas, com as senhoras no seu habitual desvelo.
soube bem o rádio ligado na nostalgia, com o Elton John a cantar-me enquanto bebia o café.
soube bem ser tratada a torto e a direito por "filha", e voltar a ouvir os diminutivos.
soube bem aperceber-me que às vezes se volta a um sítio que já não faz parte da rotina e volta-se a sentir "casa" outra vez.

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