quarta-feira, 11 de maio de 2005

feira popular


o grito, E. Munch

altos e baixos, catadupa de viveres sem ordem, descidas violentas de vento cortante, tontura de espelhos e luzes repetidas, choque abrupto, faíscas e guinchos. cabeça para baixo, comboio escuro. cheiros fortes, barulho, muito barulho. música alta, apitos. bolas. doces. pinga água fétida no asfalto gasto de passos fantasias e gargalhadas soltas como balões de hélio, mais leves que o ar.
meter a moeda e o bonequinho ri, brinca, preenche o ar cinzento com o verniz vermelho, as cores vivas de desenhos redondos estalados.
desengonçada, sem eixos. boneca quebrada de sorriso radiante. traços de absurdo em pragmatismo clínico. madeira e metal.
aponta que acertas, leva prémio.
quero algodão doce. do branco.
instável. desequilibrada. desabo. doem os músculos. carrega no botão. ombro esquerdo. choro.
há que fechar para balanço.

4 impressões digitais:

Ni disse...

Ai...
Então, menina? O que aí vai...?

polegar disse...

olha... confusões... que se há-de fazer...? deixá-las sair para ver se o peito fica mais leve. às vezes faz falta.

Anónimo disse...

Como tu própria dizes, há que fechar. Os problemas, enquanto abertos, não dão descanso à mente. Espero que saiam depressa.

Ainda consegues comer algodão doce? Desde miúdo que não consigo comer essas coisas :)

E já agora, "voltar à vaca fria"? Esta é nova, não é?

O Estranho disse...

Hã...? Ok, pronto, é assim...
Realmente, o vaca fria é... estranho.